"De folga" por dois dias, após o final da Fase de Grupos, o Mundialito de League of Legends volta na manhã de sexta-feira, com as semifinais, direto de Paris. Abaixo, o Sportv.com faz um balanço de pontos interessantes a serem destacados da última etapa, disputada em Berlim, e a serem observados na fase eliminatória, que colocará frente a frente as seguintes equipes:
- Royal Never Give Up (China) x Fnatic (Europa) – sexta, dia 18, às 7h (de Brasília)*
- Flash Wolves (Taiwan) x King-Zone DragonX – sábado, dia 19, às 7h (de Brasília)*
*Ambos os jogos terão transmissão AO VIVO do Sportv.com
VAMOS FALAR SOBRE UZI
Antes do início do MSI, muito se falava do alto nível dos atiradores na competição. PraY, Rekkles, Doublelift, Uzi... Mas o chinês merece um capítulo à parte. Ninguém está tão bem servido nesse sentido quanto a Royal Never Give Up. Após conquistar pela primeira vez a LPL (elite chinesa do League of Legends), enterrando a sina de vice-campeonatos, o ADC conduziu sua equipe com maestria à primeira colocação da Fase de Grupos.
Basta uma olhada nas estatísticas para entender o tamanho de Uzi nesse Mundialito. Ele é, disparado, o jogador que causou mais abates múltiplos de uma vez: 13 – o segundo é Rekkles, com cinco. O chinês distribuiu nove Double Kills, dois Triple Kills e dois Quadra Kills. É o líder em abate de tropas por minuto (média de 11,9), de abates em uma mesma partida (12) e tem o melhor AMA (abates somados às assistências, dividido pelas mortes) do torneio: 11,8.
No último jogo, que serviu como desempate pela primeira colocação entre RNG e Flash Wolves, Uzi terminou com 125 de vantagem no farm em relação a Betty, o atirador adversário. Uma diferença descomunal para um jogo entre profissionais, mas que só prova o quanto é preciso tomar cuidado com o chinês.
Uzi é o melhor jogador do MSI 2018 até agora (Foto: Riot Games/Divulgação)
A MONTANHA-RUSSA DA FNATIC
A vitória maiúscula da Fnatic sobre a G2 na final da LCS europeia colocou muita expectativa sobre a equipe – especialmente sobre Rekkles, destaque na decisão. Ironicamente, o atirador se tornou a decepção do MSI na maior parte da Fase de Grupos. Reagiu na vitória sobre a Team Liquid, que colocou sua equipe na semifinal, é verdade, mas coube ao meio Caps a missão de "carregar" a Fnatic na maior parte do tempo.
Como explicar um time que vence o campeão sul-coreano, o "bicho-papão" Flash Wolves, e perde para uma EVOS já eliminada? A dinâmica muda muito quando a disputa é em uma série melhor de cinco, é verdade, mas o problema de jogabilidade dos europeus não passará em branco se o time não entrar novamente nos trilhos. Especialmente na rota inferior: Rekkles e Hylissang terão um trabalho e tanto para conter Uzi e Ming.
Caps em foco, Rekkles apagado: Fnatic dependeu do meio (Foto: Riot Games/Divulgação)
A INCÓGNITA FLASH WOLVES
Um início avassalador, com seis vitórias consecutivas, e um final que gerou um ponto de interrogação. Afinal, qual é a Flash Wolves que chega para enfrentar a King-Zone DragonX no próximo sábado? Um time maduro, com Hanabi mostrando um trabalho consistente no topo, mesmo com pouca experiência, e Maple conduzindo a equipe através da rota do meio? Ou uma equipe que merece seguir sem a vaga direta na Fase de Grupos?
No ano passado, a Flash Wolves foi atropelada pela SKT – que viria a ser campeã posteriormente – na semifinal do MSI. A saída do caçador Karsa para a Royal Never Give Up deixou o espaço aberto para Moojin. Não só para ele, mas para todo o time, é a hora perfeita para provar que a LMS pode ir além no reconhecimento internacional.
Flash Wolves começou muito bem a Fase de Grupos (Foto: Riot Games/Divulgação)
A SOBERANIA CONTINUA?
De 2015 a 2017, a SKT, representante sul-coreana no Mundialito de League of Legends, foi à final do torneio. Perdeu o primeiro para a Edward Gaming, da China, e venceu os dois seguintes diante da norte-americana Counter-Logic Gaming e da europeia G2. Ou seja: a Coreia do Sul nunca esteve fora da decisão. A sina vai continuar nesse ano com a King-Zone DragonX?
Muitos consideram PraY e GorillA os responsáveis pela melhor rota inferior da história do jogo. Por enquanto, estão sendo ofuscados pela dupla da Royal Never Give Up. Coube ao topo Khan chamar a responsabilidade e distribuir o dano que lhe é característico. Na selva, Peanut foi substituído por Cuzz em três jogos da reta final, mas o substituto não convenceu.
O ponto-chave em relação à King-Zone é o fato de, a partir de agora, as séries serem jogadas em melhor de cinco. A história é completamente diferente, e a capacidade de adaptação dos times do cenário sul-coreano nesse tipo de confronto é enorme. Por mais óbvio que pareça, a experiência do elenco, de manter o psicológico inabalável nesse momento, pode manter a soberania do país.
King-Zone tenta manter a soberania dos sul-coreanos no MSI (Foto: Riot Games/Divulgação)