O The International 8 de Dota 2 começa nesta quarta-feira (15) e, além das oito equipes convidadas, contará com mais 10 participantes que se qualificaram para o torneio.
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Suporte da paiN estará na partida de exibição com grandes nomes de Dota 2
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Oito times conseguiram vaga direta no Mundial de Dota 2 após boa campanha na temporada 2017-2018 do Dota Pro Circuit.
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Equipe será a primeira brasileira a disputar o mundial de Dota 2 e terá pedreiras pela frente.
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As 10 vagas disponíveis para as qualificatórias regionais foram divididas da seguinte maneira: três para a América do Norte, duas para a China, duas para o Sudeste Asiático, uma para a Europa, outra para a Comunidade dos Estados Independentes e, por fim, uma para a América do Sul.
Alguns dos times classificados disputaram tanto as qualificatórias abertas quanto as fechadas por terem trocado sua escalação após o roster lock oficial, enquanto outros apenas jogaram as fechadas após convite da Valve. Conheça um pouco mais sobre as 10 equipes abaixo!
PaiN Gaming (América do Sul)
Primeira representante brasileira em um The International, a paiN Gaming tem uma história de altos e baixos no competitivo de Dota 2.
A primeira equipe da organização no jogo apareceu entre 2010 e 2011, já contando com Danylo "KINGRD" Nascimento, além da passagem do atual jogador de League of Legends Felipe "brTT" Gonçalves. Nos anos seguintes, a paiN fez e desfez sua equipe de Dota 2, por vezes mudando jogadores, por vezes ficando sem nenhum.
Tricampeã da Brasil Game Cup em 2014, 2015 e 2016, a paiN novamente ficou sem uma escalação em outubro de 2016. Na época, os jogadores disputaram a WESG como Kingão+4 e, logo depois, foram chamados para a SG e-sports, quando fizeram história ao ser o primeiro time brasileiro em um major de Dota 2.
Com o disband da SG em agosto de 2017 e a nova decisão da Valve de ter uma qualificatória sul-americana para os torneios oficiais de Dota 2, a paiN mais uma vez montou uma escalação - desta vez com KINGRD, William "hFn" Medeiros, Otavio "tavo" Gabriel, Heitor "Duster" Pereira. O time foi completado por diversos stand-ins, como Arms e Rayuur, até finalmente contratar oficialmente o romeno Aliwi "w33" Omar, que havia completado para a equipe no Bucharest Major.
Desde a chegada de w33, o time só melhorou e seus jogadores voltaram a fazer história. Além de vencer equipes favoritas como Team Liquid e Newbee, a paiN garantiu o terceiro lugar no penúltimo major do Dota Pro Circuit - o ESL One Birmingham.
Por ter alterado sua escalação após o roster lock da Valve, a paiN perdeu o direito ao convite direto nas qualificatórias fechadas da América do Sul. Entretanto, mostrando o motivo de ser favorita, passou pelas qualificatórias abertas e chegou forte a grande final da fechada, quando fez uma emocionante série contra a SG e-sports e saiu vitoriosa por 3 a 2.
Agora, no TI8, o objetivo da paiN Gaming será provar que a América do Sul continua ficando cada vez mais forte e, claro, trazer alegria e orgulho aos brasileiros.
OG (Europa)
Formada inicialmente em 2015 com o nome de (monkey) Business, a OG conseguiu uma boa reputação em seus primeiros anos de vida. Sua primeira conquista foi o Frankfurt Major, em 2015, quando derrotou a favorita Team Secret nas finais.
Mesmo com mudanças de escalação, o time dominou a época de majors realizados pela Valve e tornou-se o primeiro a ser tetracampeão ao vencer, além de Frankfurt, o Manila Major e o Boston Major em 2016, e o Kiev Major em 2017. Entretanto, apesar da dominância, a OG amargou o 7-8 lugar no TI7.
No Dota Pro Circuit e após a aposentadoria de Anathan "ana" Pham, a OG teve certa dificuldade para se qualificar a certos torneios. O time até venceu o minor MDL Macau no fim de 2017, mas desde então só bateu na trave ou nem chegou perto de chutar a gol.
Depois da ESL One Birmigham, penúltimo major da temporada, a OG perdeu Gustav "s4" Magnusson e Tal "Fly" Aizik para a Evil Geniuses, o que fez a equipe desistir de sua vaga no Supermajor - o último e mais importante da temporada.
Com a volta de ana e a chegada do novato Topias "Topson" Taavitsainen, a OG garantiu a única vaga da Europa para o TI8 e buscará mostrar que ainda tem forças na luta pelo Aegis.
Winstrike Team (CEI)
A Winstrike Team é, na verdade, a antiga escalação da FlyToMoon, que foi adquirida em julho pela nova organização.
Com o nome antigo, a escalação surgiu no sistema de registros oficiais da Valve em fevereiro deste ano e participou de apenas dois majors. Na StarLadder Invitational, o time venceu a qualificatória, mas foi eliminado no torneio ainda na fase de grupos com apenas uma vitória e duas derrotas.
Já no Epicenter XL, a FlyToMoon surpreendeu ao passar pela fase de grupos e as primeiras rodadas da Chave Inferior, eliminando paiN, OG e Virtus.pro, para chegar até a final da chave. Lá, não teve jeito e acabou perdendo para a Team Liquid, que avançou para as finais.
Mesmo assim, a equipe mostrou ser forte o suficiente para não ser subestimada, e muito disso se dá por sua escalação ter nomes antigos do cenário, como Airat "Silent" Gaziev e Alexander "Nofear" Churochkin, que já passaram por equipes como Team Empire, Vega Squadron e Virtus.pro, além do também veterano Andrey "ALWAYSWANNAFLY" Bondarenko.
No TI8, o papel da Winstrike será mostrar que a Virtus.pro não é o único time da região a ser temido.
Team Serenity (China)
A Team Serenity foi formada em setembro de 2017 e registrada em janeiro para os eventos do Dota Pro Circuit. No entanto, não conseguiu passar de diversas qualificatórias fechadas chinesas para torneios da temporada e, por conta disso, não disputou nenhum major ou minor.
Já na qualificatória do TI8, a equipe surpreendeu ao jogar a favorita LGD.Forever Young para a chave inferior e vencer a Invictus Gaming na chave superior, ficando com a primeira vaga da região para o Mundial.
A Team Serenity é formada majoritariamente por jogadores novatos, que entraram no competitivo de Dota 2 em 2016, mas também conta com os veteranos Jin "zhizhizhi" Zhiyi e Zhao "XinQ" Zixing, que já passaram por times como Keen Gaming e Tong.Fu.
Competir pelo holofote com outros times chineses muito mais experientes será uma tarefa árdua para a Team Serenity no TI8, mas sempre podemos lembrar da surpresa que foi a Wings no TI6, que apareceu do nada e acabou levando o Aegis.
Invictus Gaming (China)
Ao lado de Team Liquid, Newbee e Evil Geniuses, a Invictus Gaming é uma das equipes que pode ser a primeira bicampeã do The International.
A organização chinesa venceu a segunda edição do Mundial, em 2012, vencendo a Na`Vi por 3 a 1, e desde então nunca desistiu do Dota 2. De lá para cá, no entanto, a equipe não venceu muitos torneios relevantes, além de não ter garantido vaga na grande maioria dos majors e minors do Dota Pro Circuit.
Com jogadores veteranos como Sun "Agressif" Zheng e o capitão Fu "Q" Bin e a recente adição de Xu "BurNIng" Zhilei como técnico , a escalação precisará mostrar toda sua força para chegar ao nível de suas companheiras chinesas no TI8.
Fnatic (Sudeste Asiático)
Enquanto a Fnatic é conhecida no League of Legends e Counter-Strike por suas equipes europeias, no Dota 2 a organização decidiu levar seu investimento para o Sudeste Asiático.
Iniciada em 2011 com uma escalação da Sérvia, a Fnatic passou para o Sudeste Asiático em 2015, com um time de jogadores da Malásia. De lá para cá, a equipe passou a integrar jogadores das Filipinas e até da Coreia do Sul, até finalmente virar uma mistura atual que inclui os veteranos Jacky "EternaLEnVy" Mao (Canadá), "Abed" Azel L. Yusop (Filipinas), Saahil "UNiVeRsE" Arora (EUA), Djardel Jicko B. "DJ" Mampusti (Filipinas) e Johan "pieliedie" Åström (Suécia).
A Fnatic, no entanto, nunca teve grandes resultados nos eventos da Valve de Dota 2. O time chegou em quarto lugar no TI6, mas saiu na fase de grupos no ano seguinte. Em resultados recentes, o time ficou em segundo lugar no Dota Summit 8 e na DreamLeague Season 9, mas ficou em quarto no ESL One Katowice 2018, no GESC: Thailand Dota 2 Minor e no ESL One Birmingham 2018 (quando foi eliminada pela paiN).
Para o TI8, a Fnatic chega mais forte ao ter garantido a primeira vaga da região nas qualificatórias e o segundo lugar no Dota Summit 9, realizado em julho.
TNC Predator (Sudeste Asiático)
No cenário desde 2013, a TNC é um grande nome do Dota 2 na região do Sudeste Asiático. Composta por jogadores filipinos, a escalação teve como maiores conquistas nesta temporada do DPC o segundo lugar no MDL Macau e o quarto lugar no Dota 2 Asia Championships. Tirando isso, a TNC perdeu a maioria das qualificatórias para a Fnatic e a Mineski, times um pouco mais fortes da mesma região.
Em sua última participação na temporada, a equipe ficou em 7º-8º no Supermajor, além de ter ficado com o segundo lugar da qualificatória regional.
No TI8, a TNC tem o desafio de representar a região tão bem quanto suas companheiras Mineski e Fnatic - o que cairá muito em cima do capitão da equipe, Carlo "Kuku" Palad.
VGJ.Storm (América do Norte)
Ao contrário da "irmã" VGJ.Thunder, que joga na China, a VGJ.Storm joga na América do Norte com uma mistura de jogadores dos EUA, Ucrânia e Paquistão.
O time foi formado em setembro de 2017, mas não estreou bem em seu primeiro minor, o MDL Macau, quando terminou em 9º lugar com apenas 2 vitórias e 6 derrotas na fase regular da competição.
Passando para 2018, a Storm trocou jogadores em janeiro, foi "dropada" pela VGJ e contratada novamente durante fevereiro e, por fim, substituiu o peruano Enzo "Timado" Gianoli pelo ucraniano Roman "Resolut1on" Fominok.
Desde então, o time venceu o minor GESC: Tailândia e chegou ao segundo lugar do major MDL Changsha, mas ficou em 9º-12º no Supermajor.
Por mudar sua escalação após o período permitido, perdeu o direito de ser convidada para as qualificatórias fechadas. Subindo pelas qualificatórias abertas, a VGJ mostrou que não está para brincadeiras e garantiu a primeira vaga da região da América do Norte para o TI8 ainda na fase de grupos.
Recentemente, a equipe também participou do Dota Summit 9, quando ficou em terceiro lugar. Agora, no TI8, terá o objetivo de mostrar que é a equipe mais forte de sua região.
Evil Geniuses (América do Norte)
Uma das equipes mais antigas do competitivo de Dota 2, a EG fez história ao ser a campeã do International 5. Entretanto, desde então, tem sofrido um pouco para conseguir grandes conquistas novamente, quase sempre sendo eliminada antes das finais.
No major ESL One Birmingham, realizado em maio, o time acabou eliminado ainda na fase de grupos, chocando a todos. Com isso, a organização decidiu liberar o capitão Rasmus "MiSeRy" Filipsen e o veterano Clinton "Fear" Loomis antes do Supermajor, substituindo-os por Gustav "s4" Magnusson e Tal "Fly" Aizik, vindos da OG.
A mudança de jogadores também forçou a Evil Geniuses a passar pelas qualificatórias abertas da região até chegar à fechada. Nela, a equipe ficou em quarto na fase de grupos, mas avançou na chave superior e garantiu sua vaga ao vencer a Complexity e a Immortals - ambas por 2 a 0.
Para ajudar no embalo do time em seu caminho para o TI8, a Evil Geniuses venceu o Dota Summit 9 perdendo apenas três partidas durante o torneio.
OpTic Gaming (América do Norte)
Antiga organização no cenário norte-americano de Call of Duty, Halo e Gears of War, a OpTic decidiu investir em outros esports em 2017 - e um deles foi Dota 2. A organização adquiriu a equipe que se chamava The Dire e incluía os veteranos Peter "ppd" Dager, Ludwig "zai" Wahlberg, Rasmus "MISERY" Filipsen, Per Anders Olsson "Pajkatt" e o novato Quinn "CC&C" Callahan.
Misery acabou saindo do time em novembro de 2017, sendo substituído temporariamente por Martin "Saksa" Sazdov e definitivamente por Neta "33" Shapira.
No DPC, a OpTic começou com resultados medianos e ruins em torneios como ESL One Katowice 2018 (9º-12º), Bucharest Major (5º-8º) e Dota 2 Asia Championships 2018 (7º-8º). Já em abril e maio deste ano, a equipe brilhou ao levantar o troféu da Season 5 da Starladder e conquistar o segundo lugar no ESL One Birmingham.
O vice-campeonato em Birmingham garantiu à OpTic o convite para substituir a OG no Supermajor, mas o time voltou novamente a ter um resultado mediano, ficando em 5-6 lugar. Após ficar de fora dos convidados diretos por uma posição e 135 pontos, a OpTic não teve um caminho fácil para garantir a terceira vaga da região no TI8.
O time também não vem de uma campanha boa no Dota Summit 9, no qual ficou em 5-6 lugar de um campeonato com apenas 6 times. Para o TI8, no entanto, o empenho da equipe deve ser diferente para mostrar que a América do Norte de fato mereceu ter uma terceira vaga nas qualificatórias.