Decisão é da 4ª Vara Cível de Petrópolis e visa impedir desequilíbrio financeiro da família de Paulo Igor.
Legislativo afirmou que vai acatar a decisão da Justiça.

A Justiça determinou que a Câmara de Vereadores de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, pague 40% do salário de Paulo Igor, ex-presidente do legislativo preso no dia 12 de abril com dinheiro na banheira, para esposa dele.
A decisão é do juiz Jorge Luiz Martins Alves, titular da 4º Vara Cível da cidade, que justificou a medida para impedir um desequilíbrio financeiro familiar.
Segundo o magistrado, a decisão visa "proteger o atendimento das necessidades básicas da família de Paulo Igor".
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A Câmara de Vereadores tem até cinco dias, a partir da intimação, para fazer o pagamento que é retroativo. Ou seja, a esposa do vereador preso vai receber 40% do salário dele a contar da data da suspensão do pagamento, ocorrido em junho.
Em nota, a Câmara Municipal informou que acatará a decisão judicial "procedendo o respectivo pagamento determinado judicialmente".
Relembre o caso
Paulo Igor Carelli (MDB) era presidente da Câmara de Vereadores e foi preso na operação contra crimes de fraude em licitação e peculato no dia 12 de abril. O vereador Luiz Eduardo Francisco da Silva, o Dudu (PEN), também é alvo de mandado de prisão, mas ainda está foragido.

A Operação Caminho do Ouro foi realizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Delegacia Fazendária (Delfaz). Foram apreendidos R$ 155 mil e 10.300 dólares na casa do presidente da Câmara. O dinheiro estava escondido na bomba da banheira de hidromassagem, em uma gaveta da mesa de cabeceira e dentro de um carro.
Os valores estavam separados e com bilhetes com nomes e iniciais. A polícia vai investigar quem são as pessoas e se elas estariam envolvidas no esquema.
A equipe também esteve na casa do vereador Dudu, mas não havia ninguém no imóvel. A operação cumpriu ainda cinco mandados de busca e apreensão na Câmara, nas residências do presidente da Câmara, na casa de um empresário, onde apreendeu R$ 238 mil, e na empresa Elfe Soluções em Serviços LTDA.
Após a operação, a empresa citada informou que vem prestando todos os esclarecimentos à Justiça. A defesa de Paulo disse que o dinheiro encontrado na casa dele era lícito e resultado da venda de um imóvel. Já a assessoria de Dudu informou que a defesa do vereador entrou com uma solicitação junto ao TJ e aguarda resposta para definir as próximas decisões.
Fonte: G1
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2018-08-14